O Irã, que está prestes a retomar as negociações nucleares com os Estados Unidos nesta sexta-feira em Omã, sempre deixou claro que seu robusto programa de mísseis balísticos – um dos mais significativos do Oriente Médio – é uma linha vermelha em qualquer diálogo. A preocupação global com as capacidades militares do Irã é crescente, especialmente em um contexto onde a segurança da região está em jogo. O país já demonstrou suas capacidades durante um conflito de 12 dias em junho de 2025, quando lançou uma série de mísseis balísticos em direção a Israel. Este ataque resultou em dezenas de mortes e causou danos significativos a prédios e apartamentos nas áreas centrais e norte do país. A escalada das tensões na região tem gerado um debate sobre a necessidade de medidas mais firmes para conter o avanço militar do Irã e a potencial ameaça que seus mísseis representam não apenas para Israel, mas para a estabilidade de todo o Oriente Médio. As potências ocidentais, em particular, estão atentas a esse desenvolvimento, cientes de que a capacidade do Irã de atingir alvos a longas distâncias pode alterar o equilíbrio de poder na região. Assim, as negociações nucleares se tornam ainda mais complexas, com o Irã insistindo em que seu programa de mísseis é uma questão de segurança nacional e não está à venda.
Fonte: Al‑Monitor











