A participação do técnico Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, em campanhas publicitárias de uma marca de cerveja durante o Carnaval de 2026, tem gerado controvérsias. Muitos críticos veem essa iniciativa como um estímulo ao consumo de álcool, especialmente vindo de uma figura pública que representa a Seleção. Ancelotti, que protagoniza um comercial ao lado do ex-jogador Ronaldo Nazário e participa de eventos em diversas cidades, foi visto em um camarote segurando um copo de cerveja, interagindo com convidados. Essa associação entre a imagem do técnico e uma marca de cerveja levanta questões sobre o impacto que tal publicidade pode ter sobre seus seguidores. O médico e ex-prefeito de São Caetano do Sul, Auricchio Júnior, expressou suas preocupações nas redes sociais, questionando até que ponto essa associação é apenas marketing e se existe uma responsabilidade maior por trás dela. Com um salário de R$ 5 milhões mensais, Ancelotti, um dos treinadores mais bem pagos do mundo, poderia escolher campanhas que não envolvessem bebidas alcoólicas. O jornalista Paulo Cezar de Andrade Prado comentou que, apesar de consumir cerveja, ele entende o peso da influência de figuras públicas e critica a decisão de Ancelotti de promover uma marca de álcool. A campanha, desenvolvida pela Africa Creative, envolve Ronaldo como garoto-propaganda, relembrando seus dias de glória nos anos 1990. Embora a publicidade de bebidas alcoólicas seja legal e regulamentada no Brasil, a participação de Ancelotti levanta um debate sobre a ética e a responsabilidade de personalidades em relação a suas associações comerciais.
Fonte: Oeste










