O senador Carlos Viana, até então filiado ao Podemos de Minas Gerais, anunciou sua filiação ao PSD nesta segunda-feira, 30. A oficialização da mudança deve ocorrer em um jantar previsto para esta quarta-feira, 1º, com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab. Esta movimentação visa viabilizar a reeleição de Viana ao Senado, onde pretende disputar a segunda vaga na chapa liderada pelo governador Mateus Simões, do PSD. A primeira vaga deverá ser ocupada por Marcelo Aro, do PP.
Na última segunda-feira, 23, o novo governador, Mateus Simões, assumiu o cargo após a saída de Romeu Zema, que se lançou pré-candidato à Presidência da República. Viana, em declarações recentes, afirmou estar enfrentando uma verdadeira perseguição política devido à sua atuação na CPMI do INSS, que foi encerrada na última sexta-feira, 27. Ele refutou qualquer irregularidade em relação ao envio de emendas parlamentares a instituições sociais através de prefeituras mineiras, garantindo que está com a consciência tranquila sobre a legalidade de seus atos.
Em uma nota, Viana explicou que destina recursos para uma fundação que, há quase 60 anos, realiza um trabalho significativo no Brasil, ajudando milhares de pessoas, incluindo asilos e creches. Ele destacou a importância do trabalho das igrejas, católicas e evangélicas, em comunidades onde o Estado não chega.
As declarações de Viana surgem no contexto de investigações ampliadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que considerou insuficientes os esclarecimentos dados pelo senador sobre possíveis irregularidades na indicação de emendas. Essas investigações foram motivadas por denúncias feitas por deputados do PT e do PSOL, relacionadas ao repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares à Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha. A decisão de Dino inclui a solicitação de manifestação do Senado Federal sobre o caso.
Fonte: Oeste










