O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, está no centro de uma controvérsia em relação ao Banco de Brasília (BRB), devido a suas ligações com a Reag Investimentos, que está sendo investigada pela Polícia Federal no caso do Banco Master. Durante o período de 2024 a 2025, Ibaneis teria indicado sua chefe de gabinete, Juliana Monici Souza Pinheiro, e outros advogados para o Conselho Fiscal do BRB. Essa movimentação coincidiu com a aquisição de carteiras do Banco Master, levantando sérias questões sobre a legalidade das operações e o conflito de interesses. A Polícia Federal identificou R$ 12,2 bilhões em créditos que podem ser inexistentes, adquiridos entre janeiro e junho de 2025. Em março de 2025, o BRB formalizou uma proposta para comprar o Banco Master por R$ 2 bilhões, proposta que foi barrada pelo Banco Central. Apesar das alegações de que o Conselho Fiscal não tinha autoridade para aprovar essas operações, ele possui a responsabilidade de fiscalizar a gestão. A situação se complica ainda mais com o afastamento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também está sob investigação. A Reag Investimentos, além do envolvimento no caso Master, é alvo de outras investigações, como a Operação Carbono Oculto, que apura irregularidades no setor de combustíveis. O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal contestou judicialmente a composição do Conselho Fiscal, mas teve seu pedido de anulação rejeitado. A Comissão de Valores Mobiliários já abriu uma investigação sigilosa contra Ibaneis e Juliana, tornando-os réus no processo. Até o fechamento desta reportagem, Ibaneis Rocha e os demais envolvidos não responderam às solicitações de comentários.
Fonte: Oeste







