O CEO da Netflix, Ted Sarandos, desconsiderou o pedido do ex-presidente Donald Trump para que a empresa demitisse Susan Rice, ex-diplomata do Partido Democrata, de seu conselho de administração. Sarandos fez esses comentários durante uma discussão sobre um potencial acordo da Netflix para adquirir o estúdio de cinema e televisão Warner Brothers Discovery, um negócio que pode alcançar a cifra de 70 bilhões de dólares e que gerou preocupações em relação às leis antitruste.
Trump, que tem sido um crítico vocal da Netflix e de diversas figuras da esquerda, pediu que a empresa tomasse uma posição em relação a Rice, sugerindo que sua presença no conselho não era compatível com os valores que ele defende. Sarandos, no entanto, pareceu alheio a esses apelos, reafirmando a autonomia da empresa em decidir sobre sua governança e ressaltando a importância de manter diversidade de opiniões em seu conselho.
A postura de Sarandos é um reflexo da crescente tensão entre o mundo corporativo e os políticos que tentam influenciar decisões empresariais. A Netflix, que já enfrentou desafios relacionados à sua programação e às críticas sobre sua abordagem em questões sociais, continua a ser um alvo de críticas por parte de figuras conservadoras, especialmente quando se trata de decisões que envolvem membros de sua equipe de liderança. A resposta de Sarandos pode ser vista como um sinal de que a Netflix está disposta a resistir a pressões externas e a manter sua visão de negócio, mesmo em um ambiente político polarizado.
Fonte: The Hill









