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CGU investiga servidores do Banco Central por suposta corrupção

A Controladoria-Geral da União (CGU) está analisando um material enviado pelo Banco Central (BC) que investiga dois servidores afastados suspeitos de envolvimento no caso Master. A investigação, interna e sigilosa, foi concluída pelo BC e, segundo informações, a CGU abriu um “inquérito preliminar” para verificar se os achados atendem aos requisitos necessários para uma investigação mais aprofundada. A CGU tem até 180 dias para finalizar essa análise. Caso sejam encontrados indícios de irregularidades, poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que pode resultar em punições severas, incluindo a expulsão dos servidores do serviço público. Além disso, um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) pode ser aberto para apurar eventuais responsabilidades do banco controlado por Daniel Vorcaro, especialmente em casos de corrupção envolvendo servidores públicos. Essa sindicância do BC foi um dos desdobramentos que levaram à prisão de Vorcaro pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que autorizou a operação, descreveu os funcionários do Banco Central como consultores privados de Vorcaro. Os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que ocupavam cargos importantes no BC, são acusados de fornecer orientações estratégicas e de facilitar processos administrativos em favor do Master, além de vazarem informações e receberem vantagens indevidas. A CGU segue em alerta para garantir a integridade das instituições financeiras e combater a corrupção no serviço público.

Fonte: G1

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