O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, embarcou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem oficial à Ásia, que inclui compromissos na Índia e na Coreia do Sul. Essa participação ocorre em um cenário de críticas por parte de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à atuação da PF. A viagem teve início nesta quarta-feira, 18, e Rodrigues acompanhou Lula em Nova Délhi, onde participará de reuniões com autoridades policiais indianas e eventos relacionados à inteligência artificial. Além disso, está prevista uma visita a Seul, onde o diretor da PF terá encontros com representantes da polícia sul-coreana e a assinatura de um acordo de cooperação policial entre Brasil e Coreia do Sul. A tensão entre o STF e a PF se intensificou após a entrega de um relatório por Andrei Rodrigues ao presidente do STF, Edson Fachin, que trouxe à tona questões envolvendo o ministro Dias Toffoli. A situação gerou mudanças na condução do Caso Master, com a substituição de Toffoli por André Mendonça. Ministros do STF alegam que a investigação sobre Toffoli não deveria ter avançado sem autorização do Supremo. Apesar disso, aliados próximos ao presidente Lula afirmam que ele demonstrou desconforto com a atuação da PF, enquanto alguns ministros do STF acreditam que Andrei não teria agido sem respaldo de Lula. A comitiva presidencial inclui também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o chanceler Mauro Vieira. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, participou da viagem até Nova Délhi, onde seguirá para a Coreia do Sul para compromissos com a primeira-dama sul-coreana. O roteiro de Lula na Índia se estende até sábado, 21, com compromissos oficiais, e ele embarcará para Seul no domingo, 22.
Fonte: Oeste











