A China adquiriu uma parte do petróleo da Venezuela que foi negociado pelos Estados Unidos, conforme declarado pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, durante uma coletiva de imprensa em Caracas. Embora o representante americano não tenha fornecido detalhes sobre o volume ou os valores envolvidos, sua declaração indica uma possível flexibilização nas relações comerciais entre os dois países. Em sua fala, Wright afirmou que negócios legítimos da China sob condições comerciais apropriadas seriam aceitáveis. Esse comentário surge após o ex-presidente Donald Trump expressar sua visão positiva sobre investimentos da China e da Índia no setor petrolífero venezuelano.
Em janeiro, o mercado internacional viu uma instabilidade significativa devido à intervenção dos EUA na Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação contra o narcotráfico. A administração americana havia assumido o controle da produção de petróleo no país, o que despertou a preocupação de muitos analistas sobre as implicações para o mercado global.
Adicionalmente, o governo dos EUA havia imposto uma “quarentena” sobre o petróleo venezuelano, mas agora, segundo Wright, praticamente encerrou o bloqueio naval que impedia a exportação do produto. Trump, por meio de suas redes sociais, mencionou que Caracas poderá enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo para os EUA. Wright reiterou que Washington não buscará impedir o acesso da China ao petróleo venezuelano. Refinarias indianas também retomaram a importação do petróleo tipo Merey, e há recomendações para aumentar a compra tanto da Venezuela quanto dos EUA. Analistas do setor, como executivos do JPMorgan, acreditam que a produção venezuelana poderá alcançar 2 milhões de barris por dia nos próximos dois a três anos, destacando a importância da situação para a economia global.
Fonte: Oeste












