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China devolve cargas de soja do Brasil e Cargill cancela embarques

Nos últimos dias, a China devolveu cargas de soja enviadas pelo Brasil que não atenderam a regras sanitárias rigorosas do país. Essa situação levou a Cargill, uma das maiores exportadoras de grãos do mundo, a cancelar embarques para o mercado chinês. A China, que é o principal destino da soja brasileira, representa cerca de 70% das exportações desse produto. Aproximadamente 20 navios, com grãos de soja, foram devolvidos pela China devido à presença de ervas daninhas proibidas. Em resposta a essa crise, representantes do Ministério da Agricultura do Brasil planejam uma viagem à China na próxima semana para discutir o tema. Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil, revela que essa não é uma questão nova. O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, alertou o governo brasileiro sobre o excesso de sementes proibidas nos carregamentos. Recentemente, a China intensificou as cobranças ao Ministério da Agricultura, resultando em uma nova postura de ‘tolerância zero’. O ministério, portanto, passou a realizar inspeções mais rigorosas e a emitir certificados fitossanitários apenas para cargas que realmente atendam às exigências. Sem esses certificados, as empresas ficam impossibilitadas de entregar suas cargas e receber os pagamentos. Essa situação foi o que ocasionou a interrupção das exportações pela Cargill. Apesar das dificuldades, analistas da Hedgepoint Global Markets consideram que esse caso é isolado e não deve impactar significativamente o volume total de soja exportado para a China. A fila de navios nos portos brasileiros permanece forte, com cerca de 17 milhões de toneladas de soja, das quais 10 milhões são destinadas à China. Assim, a análise aponta que a interrupção representa apenas uma fração do total esperado para exportação, que deve chegar a 112 milhões de toneladas neste ano.

Fonte: G1

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