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Chuvas afetam qualidade das laranjas e pressionam mercado paulista

As intensas chuvas que atingiram o interior de São Paulo em janeiro deste ano tiveram um impacto significativo na citricultura, especialmente na qualidade das laranjas produzidas. A análise do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’, da USP em Piracicaba, aponta que o excesso de umidade elevou a incidência de podridões e fungos nos pomares. Isso resulta em perdas na produção destinada à indústria e na chegada de frutas com padrões de qualidade inferior ao mercado. Como consequência, há uma pressão adicional sobre os preços em um cenário já marcado por uma oferta elevada de frutas. Dados recentes indicam que a cidade de Limeira, uma das principais regiões produtoras, está sentindo os efeitos dessas chuvas intensas, especialmente no que diz respeito às laranjas destinadas ao consumo in natura. Os preços da laranja já começaram a apresentar uma leve queda, com a caixa de 40 quilos da laranja pera in natura passando de R$ 43,00 no dia 12 de janeiro para R$ 41,00 no final do mês. Além disso, o combate à praga do greening, que afeta gravemente as plantações de laranja, continua sendo uma prioridade. Um convênio recente prevê R$ 90 milhões para pesquisa e inovação no setor, envolvendo 19 instituições de sete países. O greening, transmitido pelo inseto Diaphorina citri, é considerado a praga mais destrutiva da citricultura, afetando severamente a produção desde 2004, especialmente em São Paulo. O aumento da incidência da doença na região de Limeira, que passou de 73,87% para 79,38% em 2024, é um alerta sobre os desafios enfrentados pelos citricultores, que além das enfermidades, lidam com as flutuações climáticas que afetam diretamente seus negócios.

Fonte: G1

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