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Ciro Nogueira critica movimentação do PL em Santa Catarina

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) expressou sua insatisfação diante da recente movimentação de setores do Partido Liberal (PL), que estão buscando alternativas para romper o acordo estabelecido com a Federação União-PP em Santa Catarina. No pacto inicial, o PL tinha o compromisso de indicar um candidato ao Senado, enquanto a federação escolheria outro. A deputada federal Carol De Toni era a candidata natural para a vaga do PL, enquanto Espiridião Amin (PP) seria o escolhido pela federação. Entretanto, a situação se complicou com o anúncio do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que também entrou na disputa para a mesma vaga destinada ao PL. Agora, o partido se vê diante da difícil decisão de manter o acordo com a União e o PP ou optar por uma chapa pura, que incluiria De Toni e Carlos Bolsonaro.

Conforme relatado pela revista Oeste, líderes do PL devem se reunir nas próximas semanas para definir o futuro político de De Toni, que espera receber garantias de que poderá concorrer ao Senado pelo PL em uma reunião com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e outros líderes políticos. Ciro Nogueira, ao ser questionado sobre a situação, reafirmou que o PL havia prometido ao PP a candidatura de Amin ao Senado. Com o iminente risco de romper o acordo, o PP já começa a considerar apoiar o atual prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como candidato ao governo de Santa Catarina. É importante ressaltar que, apesar de João Rodrigues não integrar o PL, ele é visto como uma figura prestigiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

O fim dessa parceria entre a Federação União-PP pode impactar as eleições presidenciais, uma vez que o PL está buscando novas alianças nos estados para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Sem o apoio do PP nem da União, o PL corre o risco de perder a base de vereadores, deputados estaduais e prefeitos em Santa Catarina, que são fundamentais para a campanha de Flávio.

Além disso, PL, União e PP têm acesso a um montante significativo do fundo eleitoral, que totaliza R$ 1,8 bilhão, e ao tempo de propaganda. Embora cada partido receba sua parte separadamente, a atuação conjunta em uma coligação permite direcionar recursos e estrutura para as candidaturas prioritárias. Portanto, a manutenção do acordo seria essencial para ampliar a capacidade de financiamento e comunicação da chapa majoritária em Santa Catarina, enquanto uma divisão política poderia reduzir essa força conjunta.

Fonte: Oeste

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