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Confederação busca apoio do STF para atleta trans em torneio de vôlei

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar a participação da jogadora trans Tifanny Abreu na Copa do Brasil de Vôlei, marcada para ocorrer em Londrina (PR). O movimento da confederação foi motivado pela apresentação de um requerimento pela vereadora Jessica Ramos Moreno, a Jessicão, que questionou a elegibilidade da atleta para participar da competição. A partida está agendada para as 18h30, com o confronto entre Osasco, onde Tifanny joga, e Sesc-Flamengo. A proposta apresentada por Jessicão foi aprovada por 12 votos a 4 pelos vereadores de Londrina, e se baseia na Lei Nº 13.770, de 2024, de autoria da própria vereadora. A CBV, em resposta, reafirmou seu compromisso com a inclusão, destacando que Tifanny atende aos critérios estabelecidos na política de elegibilidade para atletas trans. Contudo, a legislação em questão prevê sanções rigorosas para o descumprimento, incluindo a revogação do alvará do evento e multa de R$ 10 mil. Tifanny, que é a única mulher trans a competir no vôlei feminino de elite no Brasil, já obteve autorização da Federação Internacional de Voleibol para participar de competições femininas. Jessicão expressou sua oposição à decisão da CBV, enfatizando que permitir a participação de atletas trans em competições femininas compromete os direitos das mulheres, afirmando que a força física dos homens é desproporcional e prejudica as oportunidades de atletas mulheres. A situação levanta um debate importante sobre as diretrizes de inclusão e os direitos de mulheres no esporte, refletindo tensões sociais em torno da identidade de gênero e da competição justa.

Fonte: Oeste

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