Uma disputa interna no Partido Liberal (PL) entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e setores ligados à cúpula nacional da sigla está colocando em risco a formação das chapas que irão concorrer ao Senado em diversos Estados nas eleições de 2026. O impasse ocorre em Estados como Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. O conflito é motivado por acordos firmados pelo PL com outras legendas para formar chapas mistas e pela intenção da direção nacional do partido de indicar candidatos alinhados aos seus interesses, desconsiderando os nomes propostos pelo grupo político de Bolsonaro. Em Santa Catarina, por exemplo, havia um acordo inicial que previa a candidatura da deputada federal Carol De Toni, mas a entrada do ex-vereador Carlos Bolsonaro na disputa complicou a situação. Em Mato Grosso do Sul, a direção do PL está articulando a candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja, que contraria a preferência de Bolsonaro por Marcos Pollon. No Ceará, a situação se agravou com o apoio de um deputado ao candidato Ciro Gomes, causando descontentamento entre os bolsonaristas. Em São Paulo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro está fora da disputa, enquanto o nome preferido entre apoiadores de Bolsonaro é o deputado estadual Gil Diniz. Já no Rio de Janeiro, o PL decidiu apoiar o governador Cláudio Castro, excluindo Carlos Jordy, próximo a Bolsonaro. Diante disso, dirigentes do PL buscam conter a crise interna, oferecendo apoio a políticos que desistam de suas candidaturas ao Senado. A situação é delicada, uma vez que muitos aliados de Bolsonaro ainda preferem permanecer no PL, mas não descartam a possibilidade de buscar novos rumos caso a situação continue instável.
Fonte: Oeste












