Aziza Ahmad, uma mulher de 49 anos, enfrenta desafios imensos neste Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadan. Ela não planejou nenhuma refeição especial em família, nem presentes para seus filhos, pois, segundo ela, “não há nada para celebrar” no Líbano, onde a guerra e os preços exorbitantes tornaram a vida insustentável. A situação se reflete em diversas áreas do Oriente Médio, onde milhões de muçulmanos estão experimentando um fim amargo para o mês sagrado. A celebração do Eid, que normalmente é um momento de alegria e unidade para as famílias, foi ofuscada pela realidade dura que muitos enfrentam. O lar de Ahmad, um pequeno e desgastado apartamento, abriga atualmente 12 pessoas, o que evidencia a gravidade da crise humanitária na região. De Beirute a Dubai, passando por Manama e Jerusalém, as festividades do Eid são marcadas por incertezas e tristeza. A guerra e a instabilidade política na região têm gerado um clima de desolação, fazendo com que muitos sintam que a alegria e a celebração foram substituídas pelo desespero e pela falta de esperança. É um momento de reflexão para os muçulmanos, que se veem diante de uma realidade que desafia a celebração de tradições tão importantes.
Fonte: Al‑Monitor












