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Corregedor do CNJ exige explicações sobre depósitos no BRB

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, intimou cinco tribunais de Justiça a prestarem esclarecimentos dentro do prazo de 15 dias sobre depósitos que podem totalizar até R$ 30 bilhões no Banco Regional de Brasília (BRB). Em um ofício dirigido aos tribunais do Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do Distrito Federal, Campbell solicitou que apresentem as informações que considerarem relevantes. Os depósitos em questão eram anteriormente mantidos no Banco do Brasil.

O BRB está sob investigação da Polícia Federal por uma possível tentativa de aquisição de operações do Banco Master em 2025, incluindo a manipulação de carteiras de crédito fraudulentas. A PF instaurou um inquérito para investigar a possibilidade de gestão temerária no BRB. Uma auditoria realizada pela própria instituição também apontou indícios de irregularidades na administração anterior.

Essa ação do corregedor foi motivada por um Pedido de Providências do advogado Alex Ferreira Borralho, que levantou preocupações sobre a transferência de R$ 2,8 bilhões do Tribunal de Justiça do Maranhão para o BRB. Campbell quer esclarecer quem foram os responsáveis pela proposta, quais foram as motivações e as garantias associadas à transação. A denúncia de Borralho menciona ‘movimentações atípicas’ na gestão dos depósitos judiciais.

Em resposta, o BRB negou qualquer irregularidade, afirmando que a associação entre a gestão dos depósitos judiciais e um suposto ‘rombo’ nos cofres públicos é equivocada. O Tribunal de Justiça de Alagoas afirmou que seguirá monitorando a situação, enquanto os tribunais da Paraíba e da Bahia informaram que mantêm um acompanhamento contínuo da capacidade técnica e econômico-financeira do BRB. O presidente do TJ-MA, desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, confirmou a transação e assumiu a responsabilidade pela operação, justificando que a decisão visava garantir rendimentos superiores aos obtidos anteriormente com o Banco do Brasil.

Fonte: Oeste

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