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CPI dos Pancadões finaliza investigação na Câmara Municipal de São Paulo

A CPI dos Pancadões apresentou seu relatório final nesta quarta-feira, 1º, na Câmara Municipal de São Paulo, após mais de um ano de investigações. Proposta pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), a comissão investigou a organização, financiamento e lucros obtidos com festas clandestinas em várias ruas da capital paulista. Moradores têm relatado constantemente problemas com o alto volume das festas, especialmente nos finais de semana, além de denúncias de prostituição, tráfico de drogas e aliciamento de menores. Durante as investigações, o vereador Lucas Pavanato (PL), relator da CPI, destacou que a comissão identificou falhas na fiscalização por parte de órgãos municipais em relação à perturbação do sossego. O relatório recebeu cinco votos favoráveis, enquanto dois vereadores se opuseram a ele. O documento enfatiza a falta de ação eficaz por parte do Programa de Silêncio Urbano (PSIU) e a Guarda Civil Metropolitana, que enfrenta limitações para agir sem apoio policial. A CPI também apontou o uso de brechas legais por organizadores de eventos, permitindo a realização contínua de festas clandestinas. Ao longo das oitivas, representantes do funk argumentaram que esses bailes são uma alternativa cultural e econômica nas periferias, propondo espaços regulamentados para sua realização. A CPI recomendou ações educacionais e culturais para combater o que chamaram de “narcocultura”, além de sugerir a criação de uma força-tarefa permanente e a apreensão de equipamentos utilizados em festas ilegais. O relatório final será enviado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Município e à Controladoria Geral do Município, com pedidos de investigação sobre possíveis irregularidades cometidas por fiscais. Rubinho Nunes encerrou afirmando que os bailes funk são resultado da ação do crime organizado e de indivíduos que se beneficiam da desordem.

Fonte: Oeste

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