A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou suas atividades na madrugada do último sábado, 28, sem conseguir aprovar um relatório final. Apesar da falta de consenso, os parlamentares afirmam que os documentos produzidos durante os trabalhos serão encaminhados aos órgãos competentes. O relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), teve seu texto final rejeitado por 19 votos a 12, mas o documento recomenda o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o conhecido Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ademais, o parecer de 4,4 mil páginas solicita o indiciamento de outras figuras proeminentes, como Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou que, mesmo sem a aprovação do relatório, enviará as conclusões à Polícia Federal (PF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Ministério Público (MP) e à Receita Federal. Paralelamente, a base do governo produziu um relatório alternativo que sugere o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora a rejeição do relatório original tenha aberto a possibilidade de um novo parecer, Viana não designou um novo relator e, portanto, o colegiado não votou o relatório paralelo. Embora a falta de aprovação reduza o peso político das conclusões, qualquer cidadão ou parlamentar pode encaminhar denúncias a órgãos como a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), permitindo que as investigações continuem, mesmo sem um consenso formal dentro da CPMI.
Fonte: Oeste











