A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS se reúne nesta quinta-feira, 26, em um cenário de incertezas sobre a prorrogação de suas atividades. A continuidade dos trabalhos depende da análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve discutir o caso no plenário físico a partir das 14h. Entre os pontos a serem votados está a convocação de Lourival Rocha Júnior, presidente da Associação Nacional de Correspondentes Bancários. Seu depoimento é considerado crucial para esclarecer as diferenças entre operações fraudulentas e legítimas de crédito consignado, que afetam diretamente os beneficiários do INSS. Também estão na pauta solicitações sobre relatórios do Coaf, além de uma possível quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Gomes Paixão Rosa, ex-secretário do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), que está sendo investigado por fraudes. O clima de tensão é evidente, especialmente após a decisão liminar do ministro André Mendonça, que prorrogou a CPMI ao considerar inconstitucional a inação da Mesa Diretora do Congresso em processar o pedido de extensão. Inicialmente, a comissão deveria encerrar suas atividades em 28 de março, mas a pressão por uma prorrogação maior está em pauta. O presidente da CPMI, Carlos Viana, acredita que 60 dias seriam suficientes para finalizar os trabalhos, enquanto parlamentares do PT tentam limitar a prorrogação a apenas 15 dias. A expectativa é que o STF tome uma decisão favorável, permitindo que novas oitivas sejam realizadas e que figuras centrais no esquema de fraudes sejam ouvidas. Até o momento, pelo menos dez depoentes não compareceram às audiências devido a decisões do STF, o que levanta preocupações sobre a eficácia das investigações.
Fonte: Oeste












