O envelhecimento acelerado da população brasileira e a tendência de famílias menores têm impulsionado a necessidade de cuidadores de saúde em diversas residências, levando o Congresso a considerar a regulamentação dessa profissão. Esses profissionais não apenas cuidam de idosos, mas também auxiliam pessoas mais jovens em atividades cotidianas, como acompanhamentos em consultas e procedimentos médicos. Plataformas online como Cronoshare e GetNinja têm facilitado a contratação de auxiliares, que normalmente ocorre de forma informal, sem contratos formais, com pagamento frequentemente via Pix.
Girlaine Ferreira, de 56 anos e cuidadora há seis anos, relata que muitos de seus clientes pertencem à classe média ou alta, uma vez que o custo desse tipo de serviço pode ser inviável para quem vive com um salário mínimo. Ela cobra a partir de R$ 220 por acompanhamento, e esse valor pode aumentar dependendo da complexidade do serviço. Por outro lado, Edineusa Matos, auxiliar de enfermagem, também encontrou uma oportunidade de aumentar sua renda atuando como acompanhante, recebendo até mais do que em seu emprego formal em alguns meses.
Entretanto, a informalidade no setor traz riscos, já que a falta de regulamentação e um sindicato nacional unificado dificultam a proteção dos direitos dos trabalhadores. Enquanto uma proposta de lei que visa regulamentar a profissão de cuidador de idosos avança no Congresso, especialistas alertam para a necessidade de profissionalização e formação técnica adequada. A crescente demanda por serviços de cuidado reflete não apenas a mudança na estrutura familiar, mas também a escassez de redes de apoio, deixando muitos brasileiros sem assistência adequada para cuidar de seus entes queridos.
Fonte: G1












