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Cresce o superendividamento no Brasil: quase 130 milhões endividados

O Banco Central (BC) divulgou, nesta segunda-feira (13), o Relatório de Cidadania Financeira, revelando que o superendividamento é uma questão alarmante no Brasil, com quase 130 milhões de pessoas enfrentando dívidas com instituições financeiras. Isso representa cerca de 74% da população que possui relacionamento bancário. O crescimento no acesso a produtos financeiros foi significativo, com 32 milhões de pessoas se juntando a esse grupo nos últimos quatro anos, uma alta de 34%.

Nesse contexto, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está considerando medidas para mitigar o endividamento da população, especialmente em um ano eleitoral. Uma das propostas é a unificação das dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em um único montante, que seria refinanciado com descontos que podem variar entre 30% e 80% nos juros, com a possibilidade de os bancos oferecerem até 90% de desconto. Além disso, o governo analisa a autorização do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, embora com limites para evitar a perda excessiva desses recursos.

O BC também observou um aumento significativo no uso de linhas de crédito mais onerosas. O número de brasileiros com empréstimos pessoais cresceu mais de três vezes desde 2020, com um aumento de 214%, totalizando 41,7 milhões de clientes. O uso de cartões de crédito, considerado um dos principais fatores do endividamento, teve um aumento acentuado após a pandemia, com empréstimos alcançando quase R$ 400 bilhões no último ano, o maior valor já registrado. O BC destaca que a facilidade de acesso ao crédito, sem a devida responsabilidade e educação financeira, acaba levando muitos brasileiros a se endividarem além de suas capacidades. A crise de endividamento tem gerado impactos psicológicos profundos, como estresse e ansiedade, afetando a qualidade de vida e os relacionamentos familiares.

Fonte: G1

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