A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira, 19, aponta um crescimento de 2,5% para 2025. Esse resultado representa uma desaceleração em relação ao ano anterior, quando o PIB cresceu 3,7%. Este é o desempenho mais fraco da economia desde 2020, um ano impactado pelos efeitos da pandemia. O indicador, que serve como um termômetro para o PIB, terá seu resultado oficial publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.
Os setores da economia mostraram desempenhos distintos: a agropecuária foi a grande líder, com um avanço de 13,1%, enquanto a indústria e os serviços cresceram 1,5% e 2,1%, respectivamente. Esses números sugerem que a atividade econômica está sendo sustentada principalmente pelo setor agropecuário, com um crescimento mais moderado nas áreas industrial e de serviços.
O Ministério da Fazenda, sob a direção de Fernando Haddad, projeta um crescimento do PIB de 2,3% para 2025, alinhando-se às expectativas do Banco Central de um cenário de expansão mais contida. Em dezembro, o IBC-BR registrou uma queda de 0,2% na comparação mensal, indicando uma certa perda de impulso no final do ano. A taxa Selic permanece em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, com o Banco Central sinalizando a possibilidade de cortes a partir de março, com o mercado antecipando uma redução de 0,5 ponto percentual.
No que diz respeito à inflação, o IPCA, índice oficial, subiu 0,33% em janeiro, mantendo-se no mesmo patamar de dezembro. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulou 4,44%, ligeiramente acima dos 4,26% do período anterior. Esses dados refletem um cenário econômico desafiador, que merece atenção e ação eficaz para garantir um crescimento sustentável e benéfico ao povo brasileiro.
Fonte: Oeste











