O fechamento do Estreito de Ormuz, uma via crucial para o fornecimento global de energia, gera preocupações de que o mundo possa estar enfrentando uma crise ainda mais severa do que a crise do petróleo dos anos 1970. Lars Jensen, especialista em transporte marítimo, enfatiza que o impacto da atual guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã pode ser ‘substancialmente maior’ que o colapso econômico ocorrido meio século atrás. Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), já havia alertado sobre a ‘maior ameaça da história à segurança energética global’.
A crise do petróleo nos anos 1970 foi desencadeada por um embargo imposto por países árabes em resposta ao apoio ocidental a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, resultando em um aumento drástico dos preços do petróleo e consequências econômicas globais prolongadas. Em contraste, a atual crise, provocada pela guerra no Irã, interrompeu o tráfego no Estreito de Ormuz, afetando cerca de 20% do fornecimento global de petróleo. Jensen, atuando na consultoria Vespucci Maritime, prevê que mesmo com a reabertura do estreito, a falta de petróleo se intensificará, resultando em preços de energia elevados nos próximos meses.
Embora alguns especialistas acreditem que o mercado atual é mais resiliente e diversificado do que na década de 1970, outros, como Alicia Garcia Herrero, alertam que a crise pode se transformar em um choque maior se a situação não melhorar rapidamente. A possibilidade de uma inflação elevada e riscos de recessão se acentuam, especialmente em países asiáticos dependentes da importação de petróleo. As consequências dessa crise podem ser profundas, afetando não apenas os preços do petróleo, mas também a economia global como um todo.
Fonte: G1












