Um novo apagão parcial afetou o sistema elétrico de Cuba na quarta-feira, 4 de outubro, deixando aproximadamente 3,4 milhões de pessoas sem energia em quatro províncias do leste da ilha: Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo. Segundo a estatal Unión Eléctrica, a interrupção foi provocada por uma falha em uma linha de alta tensão de 220 quilovolts na província de Holguín. O incidente resultou no desligamento da usina termoelétrica de Felton, a maior geradora de energia do leste cubano, além de outra central e uma subestação na região. A empresa ainda está investigando as causas do apagão. Este é o segundo apagão parcial em um intervalo de pouco mais de quatro meses, refletindo problemas estruturais persistentes no sistema elétrico cubano. Desde meados de 2024, o país enfrenta uma severa crise energética, com apagões diários que superam 20 horas em várias cidades. Em janeiro, Cuba registrou o maior apagão desde 2022, afetando 63% do território simultaneamente. Atualmente, cerca de 40% da capacidade de geração elétrica do país está fora de operação devido a avarias e manutenção. Especialistas atribuem essa crise ao subfinanciamento crônico do setor elétrico, controlado pelo governo desde 1959. Estima-se que seriam necessários entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões para estabilizar o sistema. Os apagões têm prejudicado significativamente a economia cubana, que já encolheu mais de 15% desde 2020, e têm gerado protestos em massa. A situação humanitária no país é alarmante, e a comunidade internacional, incluindo a ONU, expressa preocupação com o futuro da população cubana.
Fonte: Oeste












