Uma investigação recente revelou a venda de dados fiscais de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por apenas R$ 250. Os dados, que pertencem a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e a Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, foram vendidos por acusados que cobraram esse valor pela declaração de Imposto de Renda. O suposto esquema envolveu um vigilante terceirizado e um funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que estava cedido à Receita Federal, ambos alocados em uma agência em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. Os envolvidos relataram que recebiam apenas o número do CPF para realizar as consultas, sem saber a quem pertenciam os dados. Essa prática de venda de informações sigilosas, segundo depoimentos, já ocorria há anos e também incluía a comercialização de lugares na fila de atendimento. Após a revelação, a Receita Federal informou que tomou medidas disciplinares, devolvendo o servidor do Serpro à sua empresa de origem e o vigilante à prestadora de serviços. A Corregedoria da Receita Federal iniciou uma apuração, alegando que forneceu dados apenas para o processo judicial, que permanece sob sigilo. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) criticou as medidas cautelares impostas ao auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, acusado de acessar e repassar dados de autoridades, defendendo que a investigação envolvia apenas a venda irregular de dados por funcionários terceirizados, e não um esquema estruturado de vazamento de informações fiscais. A Polícia Federal investiga quatro servidores da Receita Federal suspeitos de divulgar informações de ministros do STF e do procurador-geral da República. O ministro Alexandre de Moraes determinou medidas restritivas aos suspeitos, incluindo a entrega de passaportes e uso de tornozeleira eletrônica.
Fonte: Oeste












