A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) em busca da abertura de um inquérito para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas a apurações que envolvem o Banco Master. O pedido foi feito após a divulgação de detalhes de uma audiência ocorrida no final de dezembro, que estava sob segredo de Justiça. Os advogados de Vorcaro afirmam que perguntas feitas por uma delegada da Polícia Federal durante a audiência se tornaram públicas apenas 20 minutos após o término da sessão. Eles ressaltam que Vorcaro e seus representantes não utilizaram celulares ou dispositivos eletrônicos durante a audiência, o que levanta questões sobre a origem do vazamento. No documento apresentado ao STF, a defesa argumenta que a divulgação precoce de dados compromete o processo legal, viola garantias constitucionais e pode interferir na imparcialidade das investigações. A defesa solicita uma apuração autônoma para identificar a fonte dos vazamentos e eventuais responsabilidades. O conteúdo vazado também inclui a cronologia da audiência e o intervalo entre o depoimento e a divulgação das informações, reforçando a tese de que o vazamento não partiu dos investigados. O caso está inserido em um conjunto mais amplo de investigações sobre a atuação de Vorcaro e executivos do Banco Master, que são suspeitos de irregularidades financeiras. Essas apurações estão sob sigilo máximo, conforme determinação do ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF. Em petições anteriores, os advogados de Vorcaro já haviam refutado outras acusações relacionadas ao caso, como a suposta contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central, classificando-as como infundadas e sem provas que o vinculem a tais ações.
Fonte: Oeste







