Na quarta-feira, 4, a defesa de Filipe Martins, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro, apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a transferência do assessor para o Complexo Médico Penal (CMP), localizado no Paraná. Os advogados Ricardo Scheiffer e Jeffrey Chiquini argumentaram que a cadeia pública de Ponta Grossa, onde Martins se encontra, é uma das mais perigosas da região, expondo-o a riscos de agressões por outros detentos.
Na petição, os advogados enfatizaram a necessidade de uma solução mais segura, afirmando: “Requer-se, de forma expressa e específica, que seja determinada sua transferência imediata ao Complexo Médico Penal (CMP), como solução tecnicamente indicada e já adotada pelo Estado do Paraná”. Eles destacaram que a manutenção de Martins na cadeia pública poderia ampliar sua exposição a riscos.
Em janeiro, Martins foi transferido para o CMP, um ambiente que a defesa considera mais seguro, destacando a estrutura física e o rigor no controle de acessos e visitas. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou sua volta à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, onde ele residia antes de ser preso.
A defesa reiterou que o CMP oferece um controle mais rigoroso e monitoramento contínuo, o que é crucial para garantir a integridade física de Martins. A situação atual levanta preocupações sobre a segurança do assessor, o que justifica o pedido de transferência para um local onde ele possa estar mais protegido.
Fonte: Oeste










