As contas do setor público brasileiro apresentaram um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31). O déficit primário ocorre quando as receitas fiscais não cobrem as despesas do governo. Em comparação com fevereiro do ano passado, houve uma leve melhora, já que o saldo negativo em 2025 foi de R$ 19 bilhões. O governo federal liderou o déficit com um saldo negativo de R$ 29,5 bilhões, enquanto estados e municípios registraram um superávit de R$ 13,7 bilhões. As empresas estatais, por sua vez, apresentaram um déficit de R$ 568 milhões. No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, as contas do governo mostraram um superávit primário de R$ 87,3 bilhões, representando 4,23% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para 2023 é um saldo positivo de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões. Entretanto, ao considerar os juros da dívida pública, o resultado foi um déficit de R$ 100,6 bilhões em fevereiro, com um resultado negativo acumulado de R$ 1,09 trilhão em 12 meses, ou 8,5% do PIB. A dívida pública brasileira atingiu 79,2% do PIB, totalizando R$ 10,2 trilhões, o maior nível desde outubro de 2021. Este crescimento da dívida está atrelado ao aumento dos gastos públicos e despesas com juros. Especialistas alertam que, sem cortes significativos nas despesas, as novas regras fiscais implementadas em 2023 poderão se tornar insustentáveis, resultando em uma expansão ainda maior da dívida pública e potencial aumento nas taxas de juros. A previsão é que a dívida pública alcance 97,6% do PIB em 2035, caso a situação atual persista.
Fonte: G1












