Quando as enchentes forçaram Ahmed El Habachi a deixar sua aldeia no Marrocos, ele acreditou que a situação seria temporária. No entanto, semanas depois, ele se viu quebrando o jejum do Ramadan em uma tenda, sem saber quando poderia retornar para casa. Durante o mês sagrado do Islamismo, as famílias costumam se reunir em festas alegres para compartilhar a refeição que rompe o jejum diurno. Entretanto, as inundações que devastaram o noroeste do Marrocos nas últimas semanas deixaram os deslocados, como Habachi, sem motivos para celebrar. “Preparamos o Iftar com o que conseguimos encontrar”, disse o homem de 37 anos à AFP, referindo-se à refeição que quebra o jejum. A situação é preocupante, pois muitos não têm acesso a alimentos adequados e vivem em condições precárias. O Ramadan, que é um tempo de reflexão e união, se torna um período de incertezas e desespero para aqueles que perderam suas casas. As autoridades locais estão tentando fornecer assistência, mas os desafios logísticos são enormes. Para muitos, este Ramadan representa não apenas a privação de alimentos, mas também a perda de um lar e a esperança de um futuro melhor, criando um ambiente de angústia e tristeza entre os deslocados.
Fonte: Al‑Monitor












