O Irã apresenta seu primeiro documentário indicado ao Oscar em um momento de grande turbulência interna, logo após ataques dos EUA e de Israel que resultaram na morte do líder supremo do país. O documentário intitulado ‘Cortando Rochas’ compete em Hollywood, enquanto o regime islâmico tenta se reerguer após a morte do rígido aiatolá Ali Khamenei. Este filme oferece uma visão alternativa de liderança em um país que tem sido dominado por clérigos masculinos por mais de cinquenta anos. A obra, co-dirigida por Mohammadreza Eyni, destaca uma personagem que utiliza seu poder para empoderar outros, quebrando os estereótipos de liderança no Irã. “Temos uma personagem em nosso filme que realmente usa o poder que possui para empoderar os outros”, afirmou Eyni em entrevista à AFP. A produção do documentário é uma ousada afirmação de que, mesmo em um ambiente opressivo, é possível apresentar novas narrativas sobre o papel das mulheres e a liderança alternativa. Essa iniciativa é um reflexo das aspirações de mudança no Irã, onde as vozes femininas estão começando a ser ouvidas, desafiando a hegemonia masculina que por tanto tempo dominou a política e a sociedade. Assim, ‘Cortando Rochas’ não é apenas um filme, mas um símbolo de resistência e uma mensagem de esperança em tempos sombrios.
Fonte: Al‑Monitor












