Nesta quarta-feira (4), Cuba viveu mais um apagão que deixou dois terços da ilha, incluindo a capital Havana, sem energia elétrica. A União Nacional Elétrica (UNE) informou que a interrupção ocorreu às 12h41 locais devido a uma falha na caldeira da usina Antonio Guiteras, localizada a cerca de 100 km de Havana. A crise elétrica em Cuba se agrava em um cenário de profunda crise econômica, exacerbada por um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. Desde o início de 2024, a ilha, que conta com 9,6 milhões de habitantes, já enfrentou cinco grandes apagões. Além dos cortes inesperados, os cubanos também lidam com longos períodos de interrupções programadas, com a capital experimentando desligamentos que podem ultrapassar 10 horas. O governo cubano, sob a liderança de Miguel Díaz-Canel, atribui as dificuldades à política de sanções dos EUA, que impede a importação de petróleo e a manutenção da infraestrutura elétrica. Economistas, no entanto, apontam para a falta crônica de investimentos no setor como um fator determinante para a situação precária da energia na ilha. A crise tem gerado uma intensa sensação de incerteza, com cidadãos relatando dificuldades cotidianas e uma inflação crescente que afeta todos os aspectos da vida em Cuba. O transporte público foi drasticamente reduzido, aumentando os preços de táxis e outros meios de transporte. As vozes de desespero e frustração entre os cubanos, como a de Beatriz Barrios, de 47 anos, que trabalha no setor de turismo, refletem a gravidade da situação: ‘É imprevisível quando será restabelecida a eletricidade’. A realidade cubana se torna cada vez mais insustentável, evidenciando a necessidade urgente de mudanças em sua gestão e estrutura econômica.
Fonte: G1











