As eleições de 2026 no Brasil exigirão que os partidos políticos sejam mais eficientes para não enfrentarem consequências severas. Aqueles que não obtiverem um desempenho satisfatório nas urnas não apenas perderão acesso ao fundo eleitoral, mas também desaparecerão da propaganda eleitoral em rádio e televisão nas eleições subsequentes. Essa regra é conhecida como cláusula de barreira. Para se manterem competitivos, os partidos devem atingir certos ‘números mágicos’. Uma das alternativas para garantir a sobrevivência é que cada partido ou federação eleja um mínimo de 13 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove das 13 unidades federativas do país. Por exemplo, se um partido conseguir eleger cinco deputados em São Paulo, cinco em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro, mas não tiver representantes em outros estados, não conseguirá cumprir a cláusula de barreira. Outra possibilidade é obter pelo menos 1,5% dos votos válidos em pelo menos nove estados e atingir 2,5% dos votos válidos em nível nacional. A cláusula de barreira já resultou na extinção de sete partidos desde 2018, como o Patriota e o Partido Pátria Livre. Com as novas regras, pelo menos nove das 30 siglas existentes correm o risco de desaparecer nas próximas eleições. A luta pela sobrevivência é real e os números são decisivos para os partidos que desejam permanecer no cenário político brasileiro.
Fonte: Oeste









