Duas empresas de transporte coletivo de São Luís, no Maranhão, enfrentam uma séria crise financeira e foram recentemente transferidas para um novo sócio, Willame Alves dos Santos, de 26 anos, que é descrito como um ‘laranja’. As empresas, que acumulam dívidas que somam R$ 177 milhões, agora estão sob a gestão de Willame, que é beneficiário do Bolsa Família e possui um histórico criminal questionável, incluindo acusações de estelionato e posse de drogas. A transação, que substituiu a antiga proprietária, Deborah Piorski Ferreira, levanta preocupações sobre a real gestão das empresas e a possibilidade de um esquema de ocultação patrimonial. Documentos oficiais confirmam a transferência das cotas para Willame, que, apesar de não ter experiência no setor, passa a controlar a holding responsável pela Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, ambas essenciais para o transporte público da capital maranhense.
Além disso, as empresas sob seu nome anunciaram uma paralisação temporária de suas atividades, alegando falta de repasses da prefeitura, enquanto há indícios de que a gestão atual estaria contornando bloqueios judiciais, transferindo recursos públicos para outros negócios. Extratos bancários revelam movimentações financeiras suspeitas, incluindo repasses a uma mineradora ligada à família de Willame. A situação é agravada pela presença de Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, conhecido como ‘PP’, que, apesar de ser apontado como sócio oculto, ocupa um cargo importante no Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís. A mudança de controle levanta questões sobre a integridade e a transparência na gestão do transporte público na cidade, além de evidenciar a necessidade de uma investigação mais profunda sobre as práticas financeiras das empresas envolvidas.
Fonte: Oeste







