Os estados árabes do Golfo estão pressionando os Estados Unidos para que qualquer acordo com o Irã não se limite apenas ao fim das hostilidades, mas também inclua medidas permanentes que restrinjam as capacidades de mísseis e drones do país persa. Quatro fontes da região afirmaram que é fundamental garantir que os suprimentos energéticos globais nunca mais sejam ‘armazenados’ para uso político. Essa preocupação surge em um momento crítico, em que a segurança energética mundial se tornou um tema central nas relações internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogou o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por transportar cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito global. A posição dos países do Golfo reflete um entendimento de que a estabilidade na região é vital não apenas para a segurança local, mas também para a economia global. A degradação das capacidades militares do Irã é vista como uma condição essencial para a paz duradoura, e os aliados do Ocidente na região estão unidos na defesa dessa estratégia. O futuro das relações entre os EUA e o Irã, portanto, dependerá não apenas do fim das hostilidades, mas também da implementação de medidas que impeçam a agressão militar iraniana e garantam a segurança dos suprimentos energéticos no mundo.
Fonte: Al‑Monitor









