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Estreito de Ormuz enfrenta colapso no tráfego marítimo; Irã alerta sobre minas

O Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio global de petróleo, está experimentando um colapso no tráfego marítimo, com números alarmantes indicando que menos de 10% do volume normal de navios está operando. Nos últimos dias, apenas seis embarcações conseguiram transitar pela região, em comparação com uma média de cerca de 140 normalmente. Essa situação crítica foi acentuada por declarações da Guarda Revolucionária do Irã, que anunciou a criação de rotas alternativas para evitar minas navais, o que indica uma escalada de tensões na área. O Irã, em retaliação aos ataques de Israel, aliado dos EUA, decidiu fechar temporariamente a rota marítima, afetando diretamente a segurança do tráfego na região. O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, e seu controle tem sido uma ferramenta estratégica nas disputas entre o Irã e as potências ocidentais. A Mitsui O.S.K. Lines, uma das maiores empresas de transporte marítimo do Japão, é uma das afetadas pela atual crise. O CEO da empresa, Jotaro Tamura, expressou preocupações sobre a segurança das navegações e aguarda diretrizes do governo japonês para prosseguir. Recentemente, a empresa conseguiu retirar três navios-tanque do estreito, mas a situação permanece delicada. A Guarda Revolucionária do Irã estabeleceu que as embarcações devem navegar ao redor da Ilha de Larak para minimizar riscos. Apesar das tentativas de contornar a situação, a empresa britânica de segurança marítima Ambrey alertou sobre os riscos contínuos para embarcações ligadas a Israel e aos EUA. As companhias de navegação demonstram cautela, e mais de 180 petroleiros permanecem retidos no Golfo, aguardando um desenrolar nas tensões regionais. O Irã, que pode possuir entre 2 mil e 6 mil minas navais, está ampliando sua capacidade de ameaçar o tráfego marítimo, indicando um potencial aumento de riscos na área.

Fonte: G1

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