Com a guerra no Irã impactando os mercados globais de petróleo, o Brasil se destaca por sua alternativa sustentável e acessível: o etanol, derivado da cana-de-açúcar. Graças a um programa que data de 1975, o país possui uma robusta frota de veículos bicombustíveis que permite aos motoristas escolher entre abastecer com etanol puro ou uma mistura com gasolina. A indústria de biocombustíveis no Brasil, consolidada ao longo das décadas, tem se mostrado uma solução viável para enfrentar as oscilações do mercado internacional. Enquanto os preços da gasolina nos Estados Unidos aumentaram 30% em março, no Brasil a alta foi de apenas 5%. Essa estabilidade é atribuída à capacidade do país de produzir etanol em larga escala, com expectativas de uma safra recorde de 30 bilhões de litros na próxima colheita. Apesar de o Brasil ser um grande produtor de petróleo, ele ainda depende de importações para atender à demanda interna por combustíveis refinados, principalmente diesel. O presidente da Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Evandro Gussi, enfatiza que o Brasil está muito mais preparado para crises energéticas em comparação a outros países devido à sua infraestrutura de biocombustíveis. Com o aumento da demanda por soluções energéticas sustentáveis, a experiência brasileira se torna um modelo a ser seguido por nações como Índia e México. No entanto, o país enfrenta desafios na produção de diesel, que é majoritariamente importado e teve um aumento significativo de preços, levando o presidente Lula a considerar subsídios para estabilizar o mercado. Esse cenário evidencia a importância de estratégias alternativas, como o etanol, para garantir a segurança energética do Brasil em tempos de incerteza global.
Fonte: G1











