O governo dos Estados Unidos está considerando desviar parte do material militar que originalmente seria destinado à Ucrânia para apoiar suas operações no Oriente Médio. Essa informação foi revelada pelo jornal The Washington Post, que destacou a preocupação com a diminuição dos estoques de munição, considerados críticos em meio ao aumento das hostilidades contra o Irã. As discussões sobre essa estratégia estão sendo realizadas no Departamento de Defesa, mas ainda não há uma decisão definitiva. A situação coloca Washington em uma posição desafiadora, uma vez que precisa equilibrar o suporte militar em dois conflitos simultâneos.
Entre os itens que podem ser transferidos estão mísseis interceptadores adquiridos por meio de um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), criado para fortalecer as defesas de Kiev na guerra contra a Rússia. O presidente Donald Trump anunciou que a suspensão de ataques a instalações energéticas iranianas foi prorrogada por mais dez dias, como parte de negociações com o Irã. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, declarou que as forças americanas já atingiram cerca de 10 mil alvos no Irã desde o início das operações, que se intensificaram após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel.
Os ataques iranianos, por sua vez, têm como alvo interesses americanos e israelenses na região, resultando em um alto número de civis mortos. O impacto humanitário é alarmante, com mais de 1.750 civis mortos no Irã desde o início do conflito, conforme relatórios de organizações de direitos humanos. Enquanto isso, a embaixadora da Ucrânia em Washington, Olga Stefanishyna, afirmou que Kiev continua em diálogo constante com seus aliados sobre suas necessidades militares, enfatizando que a guerra no Oriente Médio não afetou significativamente o apoio à Ucrânia até o momento. A situação continua a evoluir, e o Departamento de Defesa dos EUA se esforça para garantir que suas forças e aliados tenham os recursos necessários para operar efetivamente em ambos os cenários de conflito.
Fonte: Oeste












