A tensão no Oriente Médio se intensificou após os Estados Unidos anunciarem, no início da semana, a destruição de uma instalação militar iraniana nas proximidades do Estreito de Ormuz. O ataque ocorreu durante as celebrações do fim do Ramadã, que foram marcadas pela ausência do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CentCom), informou que caças norte-americanos atingiram uma estrutura subterrânea utilizada pelo Irã para armazenar mísseis de cruzeiro antinavio e lançadores móveis, uma ação que, segundo ele, reduzirá a capacidade do Irã de ameaçar a navegação na região estratégica. Em resposta a ataques anteriores, o Irã bloqueou o acesso ao Estreito de Ormuz, um ponto crucial por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos globalmente. Este conflito já impactou o preço do barril de Brent, que aumentou entre 30% e 40% no último mês, sendo negociado atualmente em torno de US$ 105. Embora os EUA tenham realizado o ataque, não foram divulgadas medidas concretas para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. O comunicado enfatizou a importância de liberar reservas estratégicas de petróleo e trabalhar com outros países produtores para estabilizar o mercado energético. Além disso, surgem novas frentes de tensão com a acusação da organização iraniana de energia atômica de que os EUA e Israel atacaram a instalação nuclear de Natanz, onde ocorrem processos de enriquecimento de urânio. Autoridades de Israel afirmaram que as operações militares continuarão até que todos os objetivos sejam alcançados, reforçando a necessidade de atenção constante na região.
Fonte: Oeste












