O governo dos Estados Unidos tomou a decisão de revogar o status migratório de Hamideh Soleimani Afshar, sobrinha do general iraniano Qasem Soleimani, que foi morto em uma operação militar norte-americana em 2020. A medida também se aplica à sua filha, que agora está sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA, aguardando a remoção do território americano. Essa decisão foi confirmada por agências internacionais, incluindo a Reuters e a Associated Press. O secretário de Estado, Marco Rubio, explicou que Hamideh é uma apoiadora do regime iraniano e já teria celebrado ataques contra cidadãos dos EUA, referindo-se ao país como o ‘Grande Satã’, uma expressão frequentemente utilizada pela teocracia iraniana para denegrir o Ocidente. Essa ação se insere em uma política mais ampla do governo Trump, que endurece a postura em relação a estrangeiros com vínculos com regimes que antagonizam os interesses dos EUA. A mensagem enviada por Washington é clara: não haverá mais tolerância para a presença de aqueles que apoiam publicamente governantes ou grupos identificados com o antiamericanismo. Essa decisão simboliza uma mudança significativa na abordagem do governo republicano em relação a estrangeiros ligados a regimes autoritários, sinalizando que os EUA não tolerarão mais a presença de defensores de tais regimes em seu território. Qasem Soleimani, conhecido por sua atuação na Guarda Revolucionária do Irã, foi considerado um dos principais responsáveis pela projeção militar iraniana no Oriente Médio, e sua morte foi um marco nas tensões da política externa dos EUA na região durante o governo Trump.
Fonte: Oeste










