Um relatório da Polícia Federal (PF) revelou que Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, teria desembolsado a quantia de R$ 24 milhões a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como ‘Sicário’, em troca de serviços ilícitos. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo no último sábado, 14. De acordo com a reportagem, os pagamentos feitos a Sicário estavam relacionados a atividades como invasão de sistemas, ameaças e a remoção de conteúdos desfavoráveis ao Banco Master nas redes sociais. O documento da PF foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise.
Sicário, que cometeu suicídio em 4 de março de 2026 enquanto estava sob custódia da PF em Belo Horizonte, havia sido detido no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. A PF afirma que ele pode ter recebido pelo menos R$ 24 milhões, considerando que estava na lista de despesas mensais para receber R$ 1 milhão por mês, com esses pagamentos se estendendo pelos anos de 2024 e 2025.
Além disso, as investigações indicam que Vorcaro também teria contratado Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da PF, para liderar um grupo conhecido como ‘A Turma’, o que lhe teria custado R$ 9,6 milhões. Em outubro de 2025, um mês antes da deflagração da Operação Compliance Zero, Vorcaro procurou Sicário para verificar se havia uma ordem de prisão contra ele nos sistemas da Interpol, recebendo a confirmação de que ‘a Interpol está limpa’.
Esses eventos trazem à tona a gravidade das alegações e a necessidade de um aprofundamento nas investigações para esclarecer todo o envolvimento de figuras públicas em atividades ilícitas.
Fonte: Oeste







