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Exército brasileiro investe R$ 1,3 bi em defesa contra ameaças externas

O Exército brasileiro, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destinou R$ 1,27 bilhão à compra de mísseis anti-carro e tanques blindados com capacidade anfíbia, além de canhões de maior alcance. Esse investimento tem como objetivo reforçar a prontidão das forças terrestres diante de desafios militares atuais e possíveis ameaças futuras. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, por meio de um pedido baseado na Lei de Acesso à Informação.

Entre os equipamentos adquiridos, destacam-se 220 mísseis anti-carro, com um custo total de R$ 153,8 milhões, divididos em dois lotes: um com cem unidades do modelo Javelin FGM-148F, negociados com o governo dos Estados Unidos, e outro com 120 mísseis 1.2 AC Max, produzidos no Brasil. O Exército justifica essa aquisição como uma forma de aumentar sua capacidade de dissuasão, essencial para operações militares em terra.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, que começou em 2022, exemplificou a importância de mísseis portáteis para interromper o avanço de forças mecanizadas. Também foram citados conflitos envolvendo forças israelenses e grupos terroristas palestinos, onde armamentos similares têm sido utilizados em ambientes urbanos.

Além dos mísseis, o Exército ampliou sua frota de veículos militares, adquirindo 163 carros blindados modelo VBTP Guarani 6×6 entre 2023 e 2026, totalizando um investimento de R$ 1,12 bilhão. A modernização das forças armadas é vista como necessária diante da crescente tensão na América do Sul, especialmente em relação à Venezuela, onde o governo do ex-ditador Nicolás Maduro intensificou suas atividades militares.

Diante desse cenário, as Forças Armadas brasileiras deslocaram tropas e equipamentos para a fronteira com a Venezuela, reconhecendo a necessidade de um arsenal mais robusto para enfrentar possíveis ofensivas do Exército venezuelano. A situação foi agravada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenar um ataque militar contra Caracas, o que levou o governo brasileiro a reavaliar suas vulnerabilidades.

O Exército brasileiro também se recusa a divulgar detalhes sobre a distribuição dos armamentos adquiridos, alegando que isso poderia comprometer a segurança nacional. Entretanto, já se sabe que parte dos novos equipamentos foi enviada a unidades em Roraima e São Paulo, com testes realizados em diferentes estados. O míssil AC Max 1.2, fabricado no Brasil, e os blindados Guarani são vitais para as operações em terrenos variados, incluindo áreas alagadas, fortalecendo a defesa nacional em um momento de incertezas regionais.

Fonte: Oeste

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