A exportação de gado vivo brasileiro por navio dobrou em três anos, alcançando quase 4 milhões de quilos em 2025, conforme dados da Agrostat, do Ministério da Agricultura. Apesar das críticas de ambientalistas sobre o transporte, essa prática continua a crescer. O principal destino desses bovinos são países da região do Magreb, como Marrocos e Argélia, onde os animais são frequentemente comprados para engorda e abate. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Lincoln Bueno, destaca que a exportação de gado vivo é motivada pela preferência de algumas populações por carne fresca e por protocolos religiosos específicos para o abate. Embora o transporte marítimo seja considerado mais caro do que a compra de carne refrigerada, ele ajuda a regular o preço do boi no mercado interno, o que é benéfico para os pecuaristas. No entanto, o transporte por navio não é isento de controvérsias. Críticas surgem em relação ao espaço limitado e à ventilação inadequada nos navios, que podem afetar a saúde dos animais. Especialistas alertam que, apesar da fiscalização rígida, há preocupações sobre o bem-estar animal durante a viagem. O debate sobre a ética dessa prática continua, com alguns países já tendo proibido a exportação de gado vivo. O Brasil, por sua vez, mantém sua legislação e fiscalização para garantir que os embarques atendam aos padrões exigidos, embora a fiscalização diminua uma vez que os navios deixem o território nacional.
Fonte: G1








