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Febre do ouro reflete crise econômica sob governo de Trump

O preço do ouro atingiu um recorde histórico, superando a marca de US$ 5.500, o que leva especialistas a discutir as razões por trás dessa valorização. Sérgio Vale, economista do Instituto de Estudos Avançados da USP, afirma que essa ‘febre do ouro’ é um reflexo de uma economia doente, comparando o fenômeno a uma reação de defesa do organismo a uma infecção. Segundo ele, é essencial identificar a causa dessa valorização, que pode ser comparada a uma febre causada por uma bactéria ou vírus.

Diferentemente de crises anteriores, o atual cenário é caracterizado por uma profunda desorganização nas instituições americanas e tensões geopolíticas, especialmente durante a presidência de Donald Trump. Vale acredita que, ao contrário da década de 1970, quando medidas como as adotadas por Paul Volcker conseguiram estabilizar a economia, hoje não há solução à vista para a crise. Ele afirma que a atual ‘febre do ouro’ não tem remédio eficaz, uma vez que os fatores causadores da instabilidade continuam presentes.

A valorização do ouro é impulsionada por incertezas políticas, crises fiscais e tensões geopolíticas, especialmente relacionadas a disputas comerciais com a China e a instabilidade nas relações com aliados da OTAN. A recente indicação de Trump de Kevin Warsh para a liderança do Federal Reserve, que é vista como favorável a uma política de juros mais baixos, gerou reações mistas no mercado. Embora a nomeação possa fortalecer o dólar, a pressão sobre o ouro indica que os investidores estão buscando proteção em tempos de instabilidade econômica. Assim, a ‘febre do ouro’ permanece um sintoma de uma economia global complexa e incerta, especialmente sob a gestão de Trump.

Fonte: G1

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