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Feminista processa deputada Erika Hilton por calúnia e injúria

A publicitária e ativista feminista Isabella Cêpa entrou com uma ação judicial contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) em São Paulo, após ser chamada de “criminosa” durante uma entrevista. A ação inclui uma queixa-crime e uma ação cível por danos morais, protocoladas em 4 de abril. A defesa de Cêpa afirma que Hilton fez uma imputação falsa de crime, ignorando decisões judiciais que já haviam afastado qualquer tipificação penal contra ela.

O caso está sendo analisado na 41ª Vara Cível de São Paulo e aguarda um despacho inicial. Os advogados de Cêpa argumentam que a declaração de Hilton teve grande repercussão, especialmente nas redes sociais, o que teria causado danos significativos à imagem da ativista. Entre os pedidos da defesa estão a remoção de conteúdos ofensivos, a proibição de novas declarações semelhantes e uma retratação pública por parte da deputada.

Isabella Cêpa declarou: “Meu interesse não é dinheiro, é somente acabar com essa história de ser o boneco de voodoo de Erika Hilton.” Ela ressaltou que a situação nunca foi apenas sobre ela, mas sobre os efeitos coletivos que essa declaração causou.

A defesa de Cêpa se baseia em decisões anteriores do sistema judiciário, que considerou a conduta da ativista atípica em um caso de discriminação que a envolveu em 2020. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado pelo arquivamento daquele caso, afirmando que manifestações de pensamento não devem ser automaticamente criminalizadas na ausência de incitação ao ódio.

A nova ação levanta questões sobre a liberdade de expressão e a distinção entre crítica política e imputação de crime. A defesa de Cêpa alega que a deputada ultrapassou os limites da crítica ao acusá-la de forma direta, sem respaldo judicial.

Atualmente, Isabella Cêpa vive fora do Brasil, tendo solicitado refúgio na Europa em junho de 2025, alegando perseguições devido às suas opiniões. O status de refugiada foi reconhecido por organismos internacionais, marcando um episódio inédito relacionado a críticas à ideologia de gênero.

Fonte: Oeste

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