Para os iraquianos que viveram na década de 1990, o aniversário do ditador Saddam Hussein, comemorado em 28 de abril, era um dia confuso de celebração e propaganda. Durante esse período, o país, que enfrentava sanções, se tornava um palco de festas organizadas para marcar a data. As praças públicas e pontes em Bagdá eram adornadas com luzes coloridas, criando uma atmosfera festiva imposta pelo regime autoritário.
As emissoras de rádio estatais tocavam incessantemente músicas que exaltavam o líder nacional, reforçando sua imagem de poder e controle. Além disso, os ouvintes eram incentivados a ligar para as estações e recitar poemas improvisados em homenagem ao ditador, o que demonstrava não apenas a adulação forçada, mas também o clima de medo e repressão que permeava a sociedade iraquiana. Essa celebração orquestrada tinha como objetivo criar uma fachada de apoio popular ao regime, ocultando a realidade brutal enfrentada pela população.
Embora muitos se sentissem obrigados a participar das festividades, por medo de represálias, por outro lado, esses rituais absurdos acabaram se tornando um símbolo da opressão e da manipulação da verdade pelo governo de Saddam Hussein. O filme, que explora esses eventos, é uma reflexão crítica sobre os mecanismos de controle e propaganda utilizados por regimes autoritários, demonstrando como a celebração se tornava um instrumento de dominação política.
Fonte: Al‑Monitor









