A França anunciou que pedirá a demissão de Francesca Albanese, relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Territórios Palestinos Ocupados, devido a um discurso proferido por ela no último sábado, 7 de fevereiro. Esse discurso foi interpretado como um ataque não apenas ao governo de Israel, mas à nação e ao povo israelense, algo que gerou forte reação do governo francês. O ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Noel Barrot, condenou as declarações de Albanese como “ultrajantes e irresponsáveis”, enfatizando que as críticas devem ser direcionadas a políticas e não a um povo. Francesca Albanese não se manifestou publicamente sobre a controvérsia gerada por suas declarações. Em um evento organizado pela Al Jazeera em Doha, ela sugeriu que as ações de Israel revelam um “inimigo comum” da humanidade, o que foi considerado por muitos como um discurso de ódio. Barrot caracterizou Albanese como uma “militante política”, afirmando que suas palavras prejudicam a causa palestina que ela busca defender. Além disso, sua postura também provocou a indignação da vereadora de São Paulo, Cris Monteiro, que enviou um ofício à ONU solicitando esclarecimentos sobre as declarações da relatora, argumentando que tal linguagem compromete a imparcialidade da organização e pode incitar discursos de ódio. A vereadora alertou que descrever um Estado como ‘inimigo da humanidade’ não apenas ultrapassa os limites da aceitabilidade, mas também representa uma ameaça a Judeus, incluindo aqueles que estão no Brasil. Até o momento, a ONU Brasil não respondeu ao ofício enviado pela vereadora.
Fonte: Oeste










