Uma investigação da Polícia Federal, acessada pelo Fantástico, revelou um esquema complexo de fraudes em concursos públicos que envolve até membros da alta cúpula da segurança pública, incluindo o chefe da Polícia Civil de Alagoas. O escândalo atinge concursos de grande relevância, como o Concurso Nacional Unificado (CNU) e os da Polícia Civil, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Os criminosos utilizam métodos elaborados para burlar a segurança, como a inserção de pontos eletrônicos no corpo dos candidatos, que permitem receber informações externas durante a prova. Além disso, há a falsificação de documentos e a utilização de ‘bonecos’, que são indivíduos pagos para realizar as provas em lugar dos candidatos. A investigação identificou que as quadrilhas possuem uma estrutura organizacional bem definida, com divisão de tarefas e ramificações em diversos estados. Os valores cobrados para garantir uma aprovação podem chegar a R$ 500 mil, com algumas vítimas realizando pagamentos parcelados ou oferecendo bens como forma de quitar a propina. A PF também desmantelou um esquema em Patos, na Paraíba, onde a fraude era coordenada por um ex-policial militar. Apesar da tentativa de reforçar a segurança nos concursos, o advogado especializado em concursos, José da Silva Moura Neto, alerta que as quadrilhas evoluem e se adaptam constantemente. O esquema de fraudes já perdura há mais de uma década, com a Polícia Federal prometendo ações mais rigorosas para garantir a integridade dos concursos em todo o Brasil.
Fonte: G1









