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Funcionários da USP aprovam greve por reajuste e pressionam reitoria

Na noite desta quinta-feira, 9, os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, por unanimidade, a realização de uma greve por tempo indeterminado, com início programado para a próxima terça-feira, 14. A decisão foi impulsionada pela insatisfação com a criação de uma gratificação exclusiva para docentes, que exclui os servidores não docentes, conforme relatado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O reitor Aluísio Segurado anunciou um benefício mensal de R$ 4,5 mil para docentes em regime de dedicação exclusiva, abrangendo aproximadamente 88% da categoria, com o objetivo de estimular projetos nas áreas de ensino, pesquisa, inovação, cultura e extensão. No entanto, essa medida gerou descontentamento entre os funcionários não docentes, que veem a gratificação como uma compensação inadequada para as perdas salariais que enfrentam. Além disso, os trabalhadores reivindicam um reajuste fixo de R$ 1,6 mil, o que, segundo o Sintusp, teria um impacto financeiro similar ao da gratificação dos professores, que representam um número menor de servidores. O grupo também exige a manutenção da decisão de não descontar, na folha de pagamento, as horas não trabalhadas durante o recesso de fim de ano. Até o momento, a reitoria não se pronunciou sobre as reivindicações, e o Sintusp espera uma resposta para iniciar negociações antes do início da greve. O movimento pode contar com o apoio de estudantes, já que o Diretório Central de Estudantes está organizando uma paralisação para o mesmo dia 14.

Fonte: Oeste

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