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Galípolo e Aquino divergem sobre irregularidades no Banco Master

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, manifestou-se em um evento da Associação Brasileira de Bancos, revelando uma divergência significativa em relação ao diretor de Fiscalização da instituição, Ailton Aquino, sobre as irregularidades envolvendo o Banco Master. Galípolo afirmou que o BC iniciou investigações sobre as carteiras do Master em janeiro de 2025 e que um grupo específico foi criado em fevereiro do mesmo ano para apurar a situação. Ele destacou que um relatório de março já indicava indícios documentados de irregularidades. Por outro lado, Aquino, em depoimento à Polícia Federal, declarou que a confirmação da fraude só ocorreu após conversas com representantes da sociedade de crédito em junho de 2025. Essa diferença de versões levanta questões sobre a comunicação interna e a agilidade do BC em reportar irregularidades às autoridades competentes. Galípolo enfatizou que a função do BC é noticiar fatos, não determinar crimes, enquanto a responsabilidade de investigar recai sobre órgãos competentes. Apesar das suspeitas levantadas em março, a formalização de comunicação de irregularidades às autoridades permanece incerta, com informações indicando que o Ministério Público foi notificado apenas em julho. Durante as investigações, o BC considerou a possível aquisição do Banco Master pelo BRB, mas a continuidade do processo foi prejudicada por atrasos na documentação. O presidente do BC também revelou que em 2025 houve uma queda significativa na captação líquida do Master, reforçando a decisão de liquidação do banco. Essas divergências e a gestão do caso geram discussões sobre a eficácia da supervisão financeira no Brasil.

Fonte: Oeste

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