O gestor de fundos da Esh Capital, Vladimir Timerman, fez declarações contundentes durante sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, ao afirmar que Daniel Vorcaro é apenas um ‘pau-mandado’ e ‘garoto de recados’ dos verdadeiros proprietários do Banco Master. Timerman destacou que Nelson Tanure, empresário com longa trajetória no mercado financeiro, é um dos principais responsáveis pela instituição. Segundo Timerman, Vorcaro foi escolhido para ser a ‘cara do Master’ e para estabelecer conexões políticas, mas não teria consciência do que realmente acontece por trás das operações do banco.
A assessoria de Tanure se defendeu, afirmando que ele possui décadas de experiência no setor e nunca foi acusado de práticas delitivas em relação às empresas nas quais está ou esteve envolvido. O comunicado ainda enfatizou que Tanure não é sócio ou controlador do Banco Master, mas apenas mantém relações comerciais legítimas, semelhantes às que estabelece com outras instituições financeiras.
Além das acusações, Timerman revelou que tem sido alvo de ameaças de morte e enfrenta 30 ações criminais após denunciar a Gafisa S.A., da qual Tanure é acionista. Ele criticou a lentidão na apuração de fraudes e responsabilizou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Polícia Federal e o Banco Central. Timerman, que já foi condenado por perseguição contra Tanure, afirmou que suas denúncias sobre a Gafisa começaram em 2019 e são a base de suas alegações. A juíza responsável pelo caso trocou sua detenção por serviços comunitários, mas ele ainda precisa pagar uma multa. Essa situação revela um cenário tenso e conturbado entre os envolvidos, levantando questões sobre a influência e as práticas no mercado financeiro brasileiro.
Fonte: Oeste










