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Gilmar Mendes defende Jorge Messias para o STF, mas com críticas à oposição

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio à indicação de Jorge Messias para a Corte, em um desabafo em suas redes sociais. Mendes lamentou as “críticas vazias e apressadas” direcionadas ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desconsiderando a trajetória profissional de Messias. Segundo Gilmar, os críticos ignoram a sólida formação acadêmica e a experiência do advogado-geral da União, que tem um histórico de atuação técnica no serviço público.

No entanto, é importante ressaltar que Jorge Messias se destacou como um dos principais operadores jurídicos do PT, atuando na Casa Civil durante o governo de Dilma Rousseff e sendo peça chave na estratégia para anular as condenações de Lula na Lava Jato. Sob sua liderança na AGU, Messias coordenou ações que visaram desmantelar acordos de leniência que sustentavam provas contra figuras centrais do petismo, além de pressionar juridicamente empresas que colaboraram com a força-tarefa.

Messias também liderou uma ofensiva jurídica para controlar conteúdos digitais, emitindo pareceres que justificaram a remoção de publicações e bloqueio de perfis nas redes sociais, sob a alegação de combate à desinformação. Mendes, em sua defesa, destacou que Messias desempenhou um papel importante na defesa da soberania nacional e na responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos. Para ele, as credenciais de Messias demonstram que ele está à altura do cargo e possui as condições necessárias para exercer a magistratura com responsabilidade e equilíbrio.

A indicação de Messias será analisada pelo Senado nas próximas semanas. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado já agendou a sabatina para o dia 29 de abril, e o relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA), deverá apresentar seu parecer sobre a nomeação. Para que Messias possa assumir a vaga no STF, ele precisará do apoio de pelo menos 41 senadores, em uma votação secreta. Durante o processo, Messias se reuniu com cerca de 70 senadores em busca de apoio, após a vaga ter sido aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso.

Fonte: Oeste

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